Meninas no futebol
- Zina Magazine
- 18 de jul. de 2018
- 2 min de leitura
Por: Jéssica Alves
Arte: Jéssica Alves

Essa semana a Zina traz duas entrevistas com meninas que jogam futebol pra gente entender como é a relação dessas mulheres com o esporte e porque esse ainda (e infelizmente) é um esporte visto como algo ‘’só para homens’’.
Falamos com Heloísa Batalha, de 15 anos que mora em Doutor Severiano, Rio grande do Norte. A estudante que joga futebol desde os 4 anos de idade e diz que já sofreu muito preconceito por gostar do esporte.
Heloísa conta que o preconceito vinha tanto de homens quanto de mulheres: ‘’me chamavam de mulher macho, falavam que [futebol] era coisa de menino e que lugar de mulher era no pé do fogão’’.
O apoio dos pais foi essencial para que a menina continuasse praticando o esporte e não desistisse do sonho. Ela conta que os pais tinham medo do preconceito que ela poderia enfrentar simplesmente por gostar de um esporte visto como ‘’masculino’’.
Quando perguntei em quem ela se inspirava ela disse que se inspirava em todas as jogadoras femininas, sem exceção. ‘’Sei o quanto é difícil suportar as críticas e comentários tolos, então sou fã de todas’’.
Ela afirma que o futebol é tudo em sua vida e que ‘’foi no futebol que aprendi que se você gosta de algo você deve correr atrás independente do que os outros falem’’.

A segunda entrevistada é Delane Almirante, ela tem 21 anos e é do município piauiense Buriti dos Lopes. Delane conta que desde de criança gosta de futebol. ‘’Eu jogava nos campinhos de areia com minhas irmãs e alguns amigos, e também jogava nas competições entre turmas que acontecia na minha escola’’.
A técnica em saúde bucal que se inspira em Marta da seleção brasileira de futebol feminino, diz que não sofre preconceito por jogar futebol, ‘’mas sempre têm alguns homens, que falam que futebol não é pra mulher’’. Ela diz que já nasceu amando futebol e que hoje o esporte significa muito pra ela. ‘’Amo estar em quadra jogando com meu time, é uma sensação maravilhosa, aquela vontade de ganhar, a raça o esforço é de arrepiar. A gente esquece os problemas, futebol é vida.’’
A Zina acha importante falar sobre a falta de igualdade que existe dentro do futebol e por isso vamos dar espaço aqui para esse assunto todas as vezes que for preciso. A luta é grande, mulheres lutam todos os dias por salários igualitários e espaço dentro do esporte. Só para efeito de comparação, enquanto a seleção masculina recebeu US$ 576 milhões por participar da copa do mundo de 2014, a seleção feminina recebeu US$ 15 milhões.




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